Membros do Conselho da Renascer conhecem de perto atividades socioeducativas desenvolvidas na CASEM

Em visita às instalações da Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculino (Casem), o Conselho Administrativo da Fundação Renascer conheceu, na última quarta-feira (17), o trabalho realizado na unidade, edificada pelo Governo de Sergipe em Nossa Senhora do Socorro e considerada modelo, por incorporar as normativas e requisitos favoráveis à socioeducação e ressocialização de adolescentes em conflito com a lei em restrição de liberdade. A visita foi precedida por uma apresentação da Diretoria Operacional da unidade, que mostrou dados, estratégias, referências teóricas e resultados práticos da implantação da pedagogia da presença, enquanto proposta pedagógica emancipadora.

O presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira, e sua equipe recepcionaram os demais membros do Conselho. Estiveram presentes a presidente Margarida Azevedo; a secretária de Estado da Inclusão Social, Lucivanda Nunes; o delegado-geral da Policia Civil Thiago Leandro; o secretário-Executivo da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Ricardo Santana; o secretário de Estado da Justiça, Cristiano Barreto; Marcos Aurelio Leal, representando a Secretaria Geral de Governo (SEGG); Clébio Silva, representante dos servidores da Fundação; e Rosângela Hermes, secretária do Conselho.

Segundo o diretor operacional da Renascer, Carlos Viana, o objetivo da apresentação foi mostrar o processo de construção das ações positivas que hoje a Renascer possui. “Buscamos explicar como elas ocorreram e as dificuldades que enfrentamos para chegar à situação atual, com a estrutura que a gente tem. Construir essa pauta positiva a partir de uma perspectiva histórica. O nosso objetivo é que a gente consiga ampliar essa agenda positiva, com o intuito de construir e trazer mais ações para Fundação, com a participação de outras instituições quem venham também a se somar”, pontuou.

Durante a visita que se seguiu, os conselheiros puderam ver de perto os adolescentes em atividades diversas que integram o seu cotidiano, como aulas presenciais e remotas, práticas esportivas, e em apresentações de teatro e percussão. Também puderam conhecer as casas destinadas ao alojamento dos adolescentes e, lá, testemunharam o artesanato em dobradura de papel que eles aprenderam na unidade. “Foi uma visita emocionante. Hoje podemos dizer que o Estado de Sergipe cumpre sua missão na ressocialização desses adolescentes. O trabalho que está sendo desenvolvido é realmente tocante e precisa ser reforçado cada vez mais”, disse a secretária de Estado da Inclusão, Lucivanda Nunes. O Delegado-geral da Polícia Civil, Thiago Leadro, também considerou a visita gratificante. “Eu não imaginava a dimensão de excelência do trabalho realizado na Unidade. Hoje eu tive a certeza que pode existir ressocialização. Foi um dia inesquecível em minha vida”, destacou.

Margarida Azevedo, presidente do Conselho Administrativo da Fundação Renascer, explicou que o objetivo da visita era justamente sensibilizar os conselheiros, representantes de secretarias de Estado que têm afinidade com a Fundação Renascer. “Quisemos que eles conhecessem de perto as atividades socioeducativas que estão sendo implementadas nesta unidade, que é referência nacional. Sergipe pode ter o orgulho de ter a melhor unidade socioeducativa do país, então era importante que os nossos conselheiros, que já conheciam sua estrutura física, conhecessem também a unidade com vida, em suas atividades diárias. Que vissem in loco, para abrir caminhos de colaboração, melhorando o trabalho de socioeducação”.

Para o Dr. Wellington Mangueira, a pedagogia da presença vem surtindo efeitos visíveis nas unidades socioeducativas de Sergipe. “Foi importante termos a oportunidade de mostrar o sucesso de estratégias que criaram um clima de paz nas unidades. E ficamos gratificados ao ver a felicidade dos conselheiros, que não esperavam encontrar uma realidade como essa aqui. Os adolescentes em sala de aula no ensino regular, na lógica da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas também na lógica da cultura, do esporte, do lazer. Uns participando de oficinas, outros se desenvolvendo através do convênio de aprendizagem que temos com o MPE, MPF, MPT e o Senac, que nos possibilitam pagar meio salário mínimo para que esses garotos aprendam uma profissão e ao mesmo tempo estudem. Temos mais de 100 jovens nesse projeto e em outros que realizamos, com o apoio também do Tribunal de Justiça, através da Coordenadoria da Infância e Juventude e da Vara de Execuções Penais. Apresentar tudo isso nos dá a esperança de arregimentar novas parcerias, que venham a potencializar ainda mais esses resultados”, concluiu.

| Fotos: Rebecca Melo

Última atualização: 19 de novembro de 2021 10:36.

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