Militantes destacam a importância do debate para a comunidade LGBTQIA+
Nesta quinta-feira, 22 de janeiro, a Fundação Renascer promoveu uma roda de conversa em alusão ao Mês Nacional da Visibilidade Trans, marco na luta por dignidade, respeito e igualdade para a população trans. A atividade ocorreu no auditório da instituição e foi conduzida pela fundadora e ex-presidenta da Associação de Travestis Unidas na Luta pela Cidadania (Unidas), Jéssica Taylor, e pelo pedagogo e especialista em gênero e sexualidade na educação, Marcelo Lima.
Criada em 2004, a data reforça a importância do enfrentamento à violência, à discriminação e aos retrocessos nos direitos de cidadania, além de ampliar o debate sobre identidade de gênero e respeito às diferentes vivências. Durante o encontro, Jéssica Taylor ressaltou a trajetória de luta e resistência do movimento LGBTQIA+ em Sergipe e defendeu a necessidade de dar voz às experiências da população trans e travesti.
“É uma pauta que as pessoas precisam ouvir nossas angústias, dores e conquistas. Não podemos falar apenas de dores, porque também temos vitórias. Precisamos discutir identidade de gênero para que as pessoas entendam que pessoas trans são, sim, homens e mulheres, e não somos definidos pelo biológico. Somos cidadãs e cidadãos de direito”, afirmou.
Já o militante Marcelo Lima entatizou que o mês da visibilidade trans tem como principal objetivo combater a invisibilidade e fortalecer a compreensão sobre o tema entre profissionais e a sociedade. “É importante resgatar a história e a visibilidade, porque o mês nasceu justamente para isso: dar visibilidade às meninas trans que são invisibilizadas, e aqui na Fundação temos uma unidade de meninas. Também é uma oportunidade de orientar profissionais sobre como lidar com essa pauta e como trabalhar a visibilidade trans nos espaços institucionais. Para mim, como profissional, militante e ex-socioeducador da casa, foi um prazer imenso participar”, declarou.



