Gestão participativa na socioeducação é foco de debate entre Fundação Renascer/SE e Funac/MA

Promovido pela Escola do Sinase em Sergipe, Café Científico contou com participação virtual da presidente da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão

Na última quarta-feira (30), aconteceu mais uma edição do Café Científico sobre Socioeducação: textos e contextos, realizado virtualmente pela Fundação Renascer, através do Núcleo Estadual da Escola do Sinase (NEES/Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo). Com o tema “Gestão Social e Participativa”, o evento online contou com palestra do diretor operacional da Renascer, Antônio Carlos Viana, além da participação virtual da presidente da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) do Estado do Maranhão, Sorimar Sabóia Amorim, e também do presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira.

Gestão participativa na socioeducação é foco de debate entre Fundação Renascer/SE e Funac/MA

Através da plataforma Zoom, participaram do encontro cerca de 40 profissionais socioeducativos e do Sistema de Garantia de Direitos da criança e do adolescente. O espaço promoveu a 3ª Discussão Ampliada no modelo de “Círculos Formativos” do Café Científico, que visa debater ações nas unidades socioeducativas. A discussão teve como foco principal atividades e ações participativas propostas pela Diretoria Operacional (Dirop) da Fundação Renascer, a partir da apresentação do capítulo três do livro “Reflexões da Gestão de Unidades Socioeducativas”, lançado em 2020 pelo escritor e diretor operacional da Renascer, Antônio Carlos Viana.

Viana defende que a implantação de estratégias e processos de gestão participativa contribui para as decisões e introdução metodológica, criando, de forma positiva, uma atmosfera de auto responsabilização em todas as categorias envolvidas na socioeducação. “Com essa estruturação programada por nossa equipe, alcançamos muitos resultados, a exemplo da garantia de estágio externo, oferta de atividades de cunho cultural e artístico, garantia de direitos dos adolescentes por meio de atendimentos, rotinas, participação de atividades coletivas, entre outras atividades voltadas à ressocialização”, disse o autor do livro e diretor operacional da Renascer.

Diretamente do estado do Maranhão, a presidente da Fundação da Criança e do Adolescente (Funac/MA), Sorimar Sabóia Amorim, considera que as políticas públicas são mecanismos fundamentais para um processo de gestão democrática e participativa. “Isso implica dizer que a gente precisa ter, na liderança dessas gestões, pessoas qualificadas para agir de forma assertiva. Para a gente funcionar, a ação precisa ser em conjunto e sintonizada. O gestor-líder tem que ser grato a outras pessoas, dando incentivo para que aquele profissional se sinta motivado”, afirmou a presidente da instituição socioeducativa do Maranhão.

Para o presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira, o Café Científico é uma importante ação para capacitação dos profissionais e operadores que fazem a socioeducação. “Esse Café veio pra ficar. É uma grande contribuição que se desenvolve na Fundação, através da Escola do Sinase. Foi possível observar o quanto o trabalho de socioeducação cresceu no estado de Sergipe. Cada vez mais, estamos convencidos da importância de envolvermos a participação dos adolescentes no processo de ressocialização, desenvolvendo atividades pedagógicas com foco na pedagogia da presença”, declarou Wellington Mangueira.

Fundação Renascer promove atendimento psicológico online semanal para socioeducandos

Com sessões de 40 minutos, projeto “Psicologia em Tempo de Pandemia” atende adolescentes das cinco unidades socioeducativas

Os socioeducandos acolhidos pela Fundação Renascer recebem, semanalmente, atendimento psicológico individualizado. Adaptada para o formato virtual, a ação é chamada “Psicologia em Tempo de Pandemia” e é promovida pela Unidade de Saúde da Renascer para os adolescentes das cinco unidades socioeducativas em Sergipe. Os atendimentos acontecem por meio da plataforma virtual Google Meet, com sessões de 40 minutos para cada socioeducando.

Adolescentes das cinco unidades socioeducativas recebem o atendimento psicológico virtual: nas unidades de semiliberdade Comunidade de Atendimento Socioeducativo São Francisco de Assis (Case I) e Comunidade de Atendimento Socioeducativo Semiliberdade (Case II); na Unidade Feminina (Unifem); na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (USIP); e também na Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculino (Casem).

A ação coloca em prática direitos e garantias estabelecidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e as políticas públicas para o profissional de Psicologia, como conta a psicóloga Anita Linhares, que realiza os atendimentos. Ela considera que, após a declaração da pandemia da Covid-19, com as medidas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e riscos inerentes a este momento, a adaptação do atendimento para a forma remota foi imprescindível.

“Está sendo de extrema importância utilizar os meios de Tecnologia da Informação e da Comunicação como recursos para o trabalho remoto. Em respeito ao Código de Ética Profissional do Psicólogo, é imprescindível o prosseguimento dos atendimentos psicoterápicos neste formato, abraçando os desafios envolvidos nas habilidades de comunicação, participação estratégica das equipes e investimentos de recursos em prol desta ação”, destaca a psicóloga da Fundação Renascer.

A enfermeira Eleonora Bastos fala sobre a importância das sessões para os adolescentes. “A manutenção do atendimento psicológico é profundamente necessária para a qualidade de assistência à Saúde dos socioeducandos, que se encontram sob a tutela do Estado. Os atendimentos estão ocorrendo normalmente, através de plataforma online, e são uma ótima solução, pois permite a continuidade de atendimento sem descumprir o distanciamento social”, reforça a enfermeira da Fundação Renascer.

Famílias de egressos e socioeducandos em semiliberdade recebem cartões alimentação da Cufa/SE

Em parceria com o Governo, benefício é uma iniciativa da Central Única das Favelas, que escolheu a Fundação Renascer para entrega dos cartões

Na última terça-feira (15), famílias de egressos do sistema socioeducativo e adolescentes que estão em semiliberdade na Fundação Renascer receberam 100 cartões alimentação. Em parceria articulada com o Governo de Sergipe, o benefício é uma iniciativa da Central Única das Favelas de Sergipe (Cufa/SE), que escolheu a Fundação Renascer para a distribuição dos cartões. Com recursos garantidos para os meses de junho, julho e agosto, as famílias com os cartões alimentação em mãos podem fazer compras mensais de até R$120, para financiar itens de primeira necessidade. A vice-governadora Eliane Aquino esteve no prédio da Fundação Renascer para participar da entrega.

Para a vice-governadora, que desde 2020 mantém um diálogo de parceria com a Central Única das Favelas, a entrega desses cartões significa um complemento de renda muito importante para as famílias em tempos de pandemia.

“Quando a equipe da Cufa nos disse do interesse de fazer a entrega de cartões alimentação para famílias dos internos e egressos da Fundação Renascer nós imediatamente apoiamos, porque sabemos o quanto a população está precisando. Eu acredito que não é preciso estar na gestão pública para ser um agente de transformação da sociedade, porque diversas entidades tem um trabalho muito sério e estão dando assistência às pessoas que mais precisam, sobretudo agora. A Cufa é uma instituição respeitadíssima a nível nacional e estadual, e nós só temos a agradecer por essa distribuição e fortalecimento da nossa parceria”, explicou Eliane Aquino.

A Central Única das Favelas também é uma parceira estratégica na campanha Solidarize-SE, que distribui alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade em Sergipe. A Cufa atua tanto nas doações de insumos quanto no reconhecimento de territórios que se tornaram ainda mais fragilizados durante a disseminação do novo coronavírus.

“Durante os 20 anos de existência da Cufa, a instituição sempre procurou dar vez e voz as pessoas que estão nas favelas e nos ambientes periféricos por entender que é uma população que tem uma certa dificuldade em acessar alguns recursos. Em 2020, quando a pandemia começou, percebemos que as famílias que já passavam por privações passaram a conviver com ainda mais dificuldades. Já era um desejo antigo fazer alguma ação afirmativa com as famílias dos jovens ligados à Fundação Renascer e quando expusemos a ideia para a vice-governadora Eliane, ela concordou na hora”, disse a presidente da Cufa no estado de Sergipe, Verônica Paiva.

Tatiane Viana é garçonete e mãe de três jovens, entre eles um que está na Fundação Renascer. Ela explica que com o cartão alimentação poderá complementar a alimentação de sua família. “Com a pandemia, a comissão que eu recebo enquanto garçonete diminuiu muito, então esse valor será muito importante para que eu possa comprar um frango para cozinhar em casa. Estava muito difícil, com essa crise que todos estamos enfrentando, conseguir leva uma mistura para casa”, contou a mãe do socioeducando.

De acordo com o presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira, a entrega do cartão alimentação a essas famílias fomenta o sentimento de dignidade. “Nós da Fundação Renascer vemos esta iniciativa com muita alegria e sensibilidade, porque ela chega em um momento em que muitas famílias infelizmente estão vivendo em situação de insegurança alimentar. Então, quando essa mãe de família pode proporcionar para os seus filhos uma alimentação mais saudável, com os nutrientes necessários, é uma satisfação muito grande”, comemorou o presidente.

Fotos: Danillo França

Resultado final da 14° turma do curso de formação no Processo Seletivo Simplificado da Fundação Renascer

A prova ocorreu na manhã de hoje, 04, na Casem

Nesta sexta-feira (04), o Núcleo Estadual da Escola do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) realizou a correção das provas que os convocados no Processo Seletivo Simplificado (PSS) 03/2019 da Fundação Renascer fizeram na manhã de hoje na Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculino (Casem).

A prova foi composta por 20 questões objetivas, contendo todos os assuntos apresentados durante o curso, como a Socioeducação na perspectiva dos Direitos Humanos, Adolescência e Juventude (Questões Contemporâneas); Adolescência, teorias do desenvolvimento e diversidade de arranjos familiares; Adolescência, vulnerabilidade social, violência e criminalização da juventude; Políticas Públicas e Marco Legal da Socioeducação no Brasil; e os princípios presentes no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Obs: Conforme exigido no Edital SEAD PSS-003/2019 é necessário para aprovação no Curso de Formação o percentual  mínimo de 60% de acertos na prova objetiva e 75% de frequência. Logo, os candidatos que atingiram estes  percentuais consideram-se APROVADOS, e aqueles que não compareceram ao curso e não apresentaram documento  de justificativa formal consideram-se ELIMINADOS do certame. 

Socioeducandos e profissionais da Fundação Renascer começam a ser imunizados contra a Covid-19

Secretarias Municipais de Saúde de Aracaju e Socorro atendem as unidades localizadas em cada município; segunda dose está prevista para agosto

Nesta quarta-feira (02), todos adolescentes maiores de 18 anos que cumprem medidas socioeducativas na Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculino (Casem), localizada no Conjunto Marcos Freire II, serão imunizados contra a Covid-19 pela equipe da Secretaria de Saúde de Nossa Senhora do Socorro. A ação dá continuidade à vacinação iniciada na última semana, quando foram imunizados com a primeira dose da vacina da Pfizer, 39 socioeducandos acolhidos nas unidades administradas pela Fundação Renascer e que estão no grupo prioritário, de acordo com as recomendações do Ministério da Saúde (MS).

Na ocasião, equipes de profissionais das Secretarias Municipais de Saúde de Aracaju e de Nossa Senhora do Socorro, por meio de articulação da Coordenação de Saúde da Fundação Renascer, estiveram nas unidades de semiliberdade Comunidade de Atendimento Socioeducativo São Francisco de Assis (Case I) e Comunidade de Atendimento Socioeducativo Semiliberdade (Case II); na Unidade Feminina (Unifem), na Unidade Socioeducativa de Internação Provisória (USIP) e também na Casem. Com intervalo de 90 dias, a segunda dose da Pfizer está prevista para ser aplicada em agosto.

Os trabalhadores do sistema socioeducativo estão sendo vacinados de acordo com as categorias profissionais e critérios estabelecidos no Plano Preliminar de Vacinação dos municípios: agentes socioeducativos; profissionais da área da saúde e pessoas que tenham algum tipo de comorbidade. Para o diretor da Usip, Daniel Rodrigues, a imunização dos acolhidos e profissionais é de grande importância. “Gratidão a todos que fizeram valer esse dia tão esperado para os socioeducandos, trabalhadores e agentes socioeducativos. A vacina deixará imunizados aqueles que trabalham na linha de frente”, declarou Daniel.

Segundo a coordenadora de Saúde da Diretoria Operacional (Dirop) da Fundação Renascer, Joira Rolemberg, a vacinação é de suma importância para a população acolhida pela Fundação Renascer. “Tendo em vista o risco de contágio e de transmissão entre os profissionais e os adolescentes, com as novas variantes que são mais agressivas, a melhor maneira de proteção neste momento tão preocupante é imunizar estes jovens e os profissionais que atuam nas unidades”, disse Joira.

Além da vacinação, a Fundação Renascer continua seguindo todos os protocolos de Saúde nas unidades, com o uso de máscaras de proteção respiratória, disponibilização de álcool a 70% e material de higiene pessoal, lavatórios equipados e reforço na higienização adequada e contínua dos espaços (salas, copas, banheiros, bebedouros, bancadas, etc.), além do encaminhamento à rede de saúde de qualquer caso suspeito.

TJ/SE aprova modelo socioeducativo desenvolvido pela Fundação Renascer na Casem

Socioeducandos participam de oficinas, atividades esportivas, aulas escolares e de projeto remunerado de aprendizagem

A unidade socioeducativa Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculino (Casem), administrada pela Fundação Renascer, recebeu a visita da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJ/SE) na última semana, através da juíza Iracy Mangueira. Situada em Nossa Senhora do Socorro, a Casem é uma unidade modelo em Socioeducação e passou a acolher os adolescentes que cumpriam medidas no Centro de Atendimento ao Menor (Cenam), após sua inativação, no início deste mês. Na Casem, os jovens participam, semanalmente, de oficinas de música, artesanato e artes plásticas, capoeira, teatro, informática e manutenção de computadores, além de atividades esportivas e aulas escolares.

“A visita à Casem nos confere muito entusiasmo. O modelo é possível e está em execução em uma estrutura física edificada nos moldes da Lei do Sinase, operada por uma equipe motivada e comprometida com a política de atendimento ao adolescente. Fiquei impactada com a oferta das capacitações, por ver os adolescentes produzindo conhecimento, gravando podcasts, elaborando textos e possuindo noções de sustentabilidade, consumo, acessibilidade. A conjunção de atores e setores é determinante para esse tipo de modelo, que dialoga com a realidade do adolescente e permite seu desenvolvimento e ressignificação de práticas anteriores”, disse a juíza Iracy Mangueira.

Em funcionamento desde o final de 2018, a Casem conta com estrutura física ampla, moderna e sintonizada com o que dispõem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). A unidade, que contava com 58 jovens, recebeu mais 25 adolescentes transferidos do Cenam. De acordo com a diretoria operacional da Fundação, o número de socioeducandos da Casem segue abaixo da capacidade máxima instalada da unidade, que é para 84 adolescentes. O espaço conta com salas de aula e oficina, auditório, centro ecumênico, quadra poliesportiva e anexos, oito casas, refeitórios climatizados, área de convivência para visitas e enfermaria.

Segundo o presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira, a Casem traz uma nova proposta de Socioeducação. “É uma nova metodologia, baseada em valores científicos, humanistas e humanitários. Pela própria arquitetura, a Casem contribui para a boa educação dos jovens. Aliado a isso, profissionais nas áreas da Psicologia, Pedagogia, Assistência Social e da Educação fazem o acompanhamento diário de cada um. O objetivo é tratar os adolescentes como seres capazes de entender a realidade, detentores de direitos e de responsabilidades, que são capazes de dar um novo significado para suas próprias vidas”, ressaltou o presidente.

A criação do Núcleo de Atendimento Integral – NAI também foi destacada pelo presidente da Fundação Renascer, Wellington Mangueira. “Será um espaço de atendimento intersetorial, integrado para recepcionar jovens em conflito com a lei, tendo todos os profissionais necessários ao processo. Será composto por Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Segurança Pública e Assistência Social; além de órgãos das áreas de saúde, educação, cultura e instituições como Conselho Tutelar e organizações da sociedade civil. O NAI fará o acolhimento e dará mais agilidade a tramitação dos processos desses jovens”, revelou.

Fundação Renascer oferece atendimento psicológico virtual para servidores das unidades

Com sessões de 40 minutos, atendimentos acontecem às quartas-feiras e devem ser agendados em contato com Escola do Sinase

Para dar suporte psicológico aos trabalhadores que atuam nas unidades socioeducativas da Fundação Renascer, o Núcleo Estadual da Escola do Sinase (NEES/Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo), desde a última quarta-feira (19), passa a oferecer sessões de atendimento psicológico para servidores. A ação faz parte do projeto “A Hora do Trabalhador”, promovido pela Escola do Sinase. Com sessões individuais de 40 minutos, os atendimentos acontecem às quartas-feiras pela tarde, mediante agendamento através do telefone 3179-5269 (Escola do Sinase).

Recomendada pelo Ministério da Saúde, a modalidade virtual de atendimento psicológico é também indicada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), através das Resoluções nº 11/2018 e, a mais recente, nº 04/2020, que regulamenta a prestação de serviços psicológicos através de ferramentas tecnológicas de comunicação durante a pandemia. O formato virtual foi orientado para flexibilizar a forma de atendimento e, assim, promover o acesso da população à assistência psicológica.

A psicóloga Maria do Carmo, que atuará no projeto, conta que a Psicologia tem papel importante na Saúde do trabalhador. “Uma pandemia desse nível, chacoalha a vida de todos e mexe com as emoções. Medo, insegurança, incerteza com o futuro são sentimentos que permeiam este momento de pandemia. Esses e outros fatores podem culminar em transtornos, como depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Por isso, precisamos cuidar e preservar a nossa saúde mental nesses momentos críticos”, convida a profissional.

A proposta é ser uma ação complementar, voltada para a promoção da saúde mental dos profissionais, como explica a coordenadora do núcleo estadual da Escola do Sinase, Vanessa Horácio. “O intuito é promover o bem-estar e a qualidade de vida dos que trabalham nas unidades do sistema socioeducativo em Sergipe, com espaços de acolhimento, fala e escuta, de forma virtual por conta do período de pandemia”, disse a coordenadora estadual da Escola do Sinase.

Os funcionários interessados devem entrar em contato com a Escola do Sinase, através do telefone: 3179-5269. O atendimento psicológico poderá acontecer nos seguintes formatos: por chamada de vídeo pelo WhatsApp; ou por ligação telefônica, para quem não tiver acesso à internet.

Café Científico virtual debaterá realidade da CASE I nesta quarta

Aberta ao público, Discussão Ampliada sobre unidade socioeducativa acontecerá pelo Zoom

Nesta quarta-feira (26), às 10h, acontecerá mais uma edição do Café Científico Sobre Socioeducação, encontro virtual promovido pelo Núcleo Estadual da Escola do Sinase (NEES/Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo). A edição dará continuidade aos Círculos Formativos, nova proposta da Escola do Sinase que visa debater as realidades das unidades socioeducativas em Sergipe.

Desta vez, o foco do debate será a unidade de semiliberdade Comunidade São Francisco de Assis – CASE I. Com o tema “Protagonismo juvenil no contexto da medida socioeducativa: um relato de experiência”, o evento virtual corresponderá ao Círculo Informativo II, com a Discussão Ampliada sobre a CASE I; a primeira foi sobre a Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculina (Casem), no último mês.

Aberta ao público, a Discussão Ampliada terá a participação da assistente social especialista em Educação Inclusiva e coordenadora técnica da CASE I, Carla Vanessa, e da coordenadora operacional estadual do programa Busca Ativa Escolar e do Bolsa Família na Educação, Rute Lisboa, da Secretaria da Educação.

O evento será transmitido através do ZOOM: us02web.zoom.us/j/81570294247?pwd=Q3BBc3NNb3FFSGQwL2hjdGtBOEgzdz09.

Fundação Renascer inicia 3ª turma de capacitação para técnicos de medidas socioeducativas em meio aberto

Realizada pelo Núcleo Estadual da Escola do Sinase, capacitação terá seis encontros virtuais nas próximas terças-feiras

O Núcleo Estadual da Escola do Sinase (NEES/Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo), vinculado à Fundação Renascer, iniciou a terceira turma do Curso de Formação em Medidas Socioeducativas de Meio Aberto. Com o tema “Adolescência e Juventude: questões contemporâneas”, o primeiro módulo aconteceu na última terça-feira (11), com a participação de 38 técnicos dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) em 18 municípios sergipanos. Ao todo, a capacitação contará com seis encontros virtuais, através da plataforma Zoom, nas próximas terças-feiras.

A capacitação tem o objetivo de gerar reflexões e análises para operadores do sistema socioeducativo, além de possibilitar novas formas de atuação e acompanhamento dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, a partir de abordagens qualificadas, como explica a coordenadora estadual do Sinase, Vanessa Horácio. “O objeto central é a promoção do conhecimento, aprofundamento e reflexão crítica sobre a realidade da execução das medidas socioeducativas em que estão inseridos, bem como oferecer novos mecanismos de intervenção na prática cotidiana de cada um”, afirmou Vanessa.

Uma das facilitadoras da capacitação foi a assistente social Lylyan Brito, técnica de referência da Escola do Sinase. Em sua apresentação, a técnica destacou a importância da reflexão sobre a adolescência em um sentido social abrangente, abarcando a realidade em que vive o adolescente e suas vivências familiar e comunitária. “É preciso levar em consideração a história de vida, criação de vínculos, possibilidades, oportunidades, características pessoais, individuais e relacionais, as questões de classe social, gênero, etnia, cultura, momento histórico e particulares da história de cada um”, disse Lylyan.

A ação contemplou 38 profissionais que executam atividades no âmbito das medidas socioeducativas em meio aberto nos Creas de 18 municípios sergipanos. São eles: Divina Pastora; Umbaúba; São Francisco; Barra dos Coqueiros; Nossa senhora de Lourdes; Laranjeiras; Poço Redondo; Tobias Barreto; Ribeirópolis; Simão Dias; São Cristóvão; Japaratuba; Nossa Senhora da Glória; Malhador; Canhoba; e Campo do Brito.

Com mais cinco encontros virtuais, nas próximas terças-feiras, os temas dos módulos serão: Medidas Socioeducativas em meio aberto (Módulo II); Medidas socioeducativas em meio fechado (Módulo III); Projeto Político Pedagógico – PPP (Módulo IV); Cartilha e agenda do adolescente (Módulo V); e Plano Individual de Atendimento –PIA (Módulo VI). Os profissionais receberão certificado da capacitação com carga horária de 16 horas, sendo 12 h de aulas online e 4 h de atividades.

Fundação Renascer inativa Cenam e transfere adolescentes para a Casem

Mais moderna, unidade conta com capacidade para 84 adolescentes e melhor estrutura para a socioeducação

A Fundação Renascer está desocupando o Centro de Atendimento ao Menor (Cenam) e realizando a transferência dos adolescentes acolhidos na unidade para a Comunidade de Atendimento Socioeducativo Masculino (Casem), em Nossa Senhora do Socorro. Em funcionamento desde o final de 2018, a unidade conta com estrutura física mais nova, moderna e sintonizada com o que dispõem o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). De acordo com a diretoria operacional da Fundação, estão sendo transferidos 25 adolescentes para a Casem, que tem capacidade instalada para 84 socioeducandos e, hoje, conta com apenas 58.

De acordo com o presidente Wellington Mangueira, a medida já vinha sendo estudada pela Fundação, considerando o número reduzido de adolescentes acolhidos nas duas unidades. “Já há algum tempo, conseguimos manter as unidades socioeducativas sem superlotação. Então, considerando que o Cenam é um prédio muito antigo e precisava nitidamente de uma reforma maior, vínhamos cogitando essa medida, que entra em consonância com a orientação da Procuradoria Geral do Estado, sobre decisão judicial também nesse sentido”, afirma Mangueira.

Ainda segundo ele, o prédio do Cenam deverá passar por uma reforma de maior porte, que deverá ser licitada e conduzida pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas – Cehop. “Embora a transferência não vá exceder a capacidade da Casem, de maneira preventiva, está sendo reservada uma ala de transição na área reformada da Usip, podendo ser utilizada, em caso de necessidade”, afirma.

A Casem ocupa uma área total de 21.000 m², dos quais 7.000 m² são de área construída. O espaço conta com salas de aula e oficina, auditório, centro ecumênico, quadra poliesportiva e anexos, oito alas, refeitórios climatizados, área de convivência para visitas e enfermaria. Na Casem, os jovens internos participam, semanalmente, de oficinas de música, artesanato e artes plásticas, capoeira, teatro, informática e manutenção de computadores, além de atividades esportivas e aulas escolares.

Para Wellington Mangueira, a medida traz melhores condições ao propósito ressocializador das medidas socioeducativas. “A Casem é uma unidade muito mais moderna e acolhedora para os adolescentes, com a possibilidade de realização de atividades e cursos diversos, como já vem acontecendo. Como temos vagas suficientes lá, essa era a melhor medida a ser adotada. Estamos concluindo a transferência até o próximo dia 13 de maio, data simbólica, que também marcará o encerramento do ciclo do Cenam como o conhecemos”, concluiu o presidente da Fundação Renascer.

Última atualização: 11 de maio de 2021 16:59.

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